Se você, como eu, é viciado em usar o Terminal, o Sublime tem um comando para você pode abrir um arquivo ou diretório. Para isso precisamos primeiro criar um “atalho” para o executável:
sudo ln -s /Applications/Sublime Text 2.app/Contents/SharedSupport/bin/subl /usr/bin/subl
Eu nunca fui muito fã de IDEs.
Usei por um bom tempo o Eclipse e mais recentemente o Netbeans, ambos para programar em PHP. Apesar de reconhecer a utilidade da maioria dos recursos, como o autocomplete quase milagroso do Netbeans, não gosto muito da abordagem “uma ferramenta integrada para tudo o que você precisar”, principalmente pelo grande consumo de memória e processamento que isso acarreta. Eu me considero mais “Unix style” neste caso, no sentido de usar várias pequenas ferramentas, cada uma específica e que faz o melhor para resolver determinada tarefa. Por isso uso o Cornerstone para gerenciar os repositórios SVN, o cliente do Github, o terminal do Mac para rodar os testes unitários e um bom editor de programação.
Até recentemente meu editor preferido era o Textmate, mas como ele está bem parado no tempo (a versão 2 ainda está longe) eu testei algumas alternativas (Chocolat, Espresso, TextWrangler) e acabei adotando o Sublime Text como meu editor favorito. Alguns dos motivos:
- Rápido. Muito, muito rápido. Abrir arquivos, navegar nas funções, todas as operações são de rápido acesso
- Atalhos para tudo. Adoro atalhos. Eu sou muito mais produtivo usando o teclado do que o mouse. Existem atalhos para quase tudo. Os mais úteis: Command+P para acessar a pesquisa de arquivos no projeto, Command+R para listar e pesquisar os métodos do arquivo, Contrl+G para mover o cursor para a linha digitada, Command+Shift+P para listar os comandos e snippets, entre outros.
- Multiplataforma. Ele tem versões para Mac OS X, Linux e Windows
- Extensível. Possui plugins, snippets, novas teclas de atalho configuráveis, etc.
- Em constante evolução. Estão disponíveis a versão 1 e a versão em desenvolvimento, a 2. Mesmo a versão 2 em beta, que estou usando, é muito estável.
- Syntax highlighting para diversas linguagens de programação
- Outras features legais: edição em 2, 3 ou 4 colunas, podendo colocar vários arquivos lado a lado para comparar; edição de vários pontos de código ao mesmo tempo; organização em projetos; customização de cores de interface; autocomplete.
Neste vídeo é possível ver ele funcionando:
É um aplicativo que realmente vale cada centavo pago. Ele custa 59 dólares, mas a licença permite que você use as versões para todos os sistemas operacionais, para a versão 1 e 2, e para quantas máquinas quiser. Também é possível baixar a versão trial para testes, e até onde testei não tem bloqueio, somente aparecem avisos pedindo que você compre.
Vale o teste e também a compra.
Alguns links com dicas para aprimorar o uso do editor, com plugins e themes:
Antigamente eu armazenava todos os meus bookmarks em uma conta do Delicious. Quando o Yahoo divulgou a sua venda para outra empresa eu (e meio mundo) iniciei uma procura por alternativas.
Acabei encontrando uma bem simples, mas útil. Criei uma conta no Gmail para armazenar todos os meus bookmarks. Para facilitar o envio das páginas para a conta estou usando o serviço cc:to me. Você cadastra a conta de e-mail para onde os links devem ser enviados e instala um pequeno bookmarklet no seu navegador preferido. Assim, sempre que acessar alguma página interessante basta clicar no bookmarklet, colocar algum comentário e enviar para o e-mail definido na configuração.
Também estou usando essa solução como substituto de serviços como o Read It Later e similares. Sempre que estou lendo alguma notícia no Google Reader (uso o aplicativo Reeder no Mac e no iPad) e desejo ler mais tarde, com tempo, eu simplesmente envio para esse e-mail.
Outro detalhe é que posso usar filtros e labels do Gmail para organizar e pesquisar os meus bookmarks com todo o poder que o Google fornece. Claro que perdi a funcionalidade “social” do Delicious, que era poder compartilhar um bookmark com outras pessoas, mas continuo fazendo isso simplesmente dando forward do e-mail para quem eu quero.
Pode não ser a melhor solução do mundo, mas é simples e está funcionando muito bem pra mim nos últimos meses.
Hoje precisei fazer uma tarefa que acabou me levando a descobrir uma nova ferramenta. A tarefa em questão era: “exportar para uma lista os e-mails de todas as pessoas que compraram o meu e-book“. Toda venda realizada com sucesso o Pagseguro me envia um e-mail avisando da venda, e um script PHP que eu criei envia o PDF do e-book para o e-mail do comprador. Então teoricamente só precisaria exportar essa lista de e-mails enviados da minha conta do Gmail para um arquivo TXT.
Após pesquisar algumas alternativas cheguei ao Got Your Back (GYB). É um script Python que serve para fazer um backup/restore de todos os e-mails da sua conta do Gmail. Ele salva todas as mensagens em pastas separadas por ano/mes, no formato .eml, o que facilita o uso de alguma ferramenta de busca de textos como o find do MacOSX/Linux. E para facilitar ainda mais ele gera um banco de dados SQLite com os detalhes da mensagem (from, to, subject), então é só fazer uma consulta SQL e você tem acesso a todas as suas mensagens.
Achei bem útil e fácil de usar, então resolvi compartilhar.
10 programadores PHP “das antigas”, compartilhando suas experiências de carreira. O que é isso? Um artigo que estamos publicando no iMasters (a primeira parte já está no ar) e que gerou uma palestra e muita polêmica (nos comentários do artigo).
Vai ficar de fora? Dê sua opinião e compartilhe suas dicas. Só tome cuidado com os Trolls
Na última semana estive em Osasco-SP para a sexta edição do PHPConference, o maior evento de PHP da América Latina.
Novamente pude rever os amigos e lendas da programação PHP, além de conhecer novas pessoas, algumas que eu conhecia via Twitter. Na minha opinião essa é a parte mais importante do evento, a troca de conhecimentos que acontece fora das salas de palestras.
Quanto as palestras, não consegui ver todas as que gostaria, mas as que consegui ver foram muito boas.
Assistindo algumas palestras e conversando com algumas pessoas a sensação que tenho é que o “mundo PHP” ganhou nos últimos meses um novo impulso de qualidade e inovação. Fazia um bom tempo que eu não me sentia empolgado com o ambiente, mas com coisas legais como bancos NoSQL, novos frameworks como Symfony 2, Zend Framework 2, diversos micro frameworks, o Service Oriented Architecture finalmente deixando de ser “tendência” e virando realidade, o MVC evoluindo para algo novo, tudo isso abre novos horizontes para os profissionais.
O material da minha palestra está no meu Speakerdeck e os comentários estão no Joind.in
E que venha o PHPConference 2012!